terça-feira, 26 de junho de 2012

Nas margens de mim

Eu me senti como um rei
Me larguei, dormi, nas margens de mim
Me perdi por querer, eu não fiz, não fui
Me desaprendi

Eu quis prestar atenção
Tudo o que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficar

Quando o sol acena bate em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser

Me recolhi, fiquei só
Até florescer
Desapego e raiz, improviso e razão
Canto pra colher, agora e aqui

De qualquer maneira parte em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser


Teatro Mágico

Um comentário:

  1. Thais, penso sobre isso sempre. O que nos impede de ter essa vida simples? E mais ainda: O que é simplicidade? Até ja pensei que simplicidade é pensar menos e tentar entender menos o que nos cerca. É viver mais. De todos os heterônimos de Fernando Pessoa (que adoro), o mais sábio para mim é o mais simples: Alberto Caeiro. Bucólico,sereno, autêntico. Talvez, a grande sacada da vida seja exatamente essa: descobrir o segredo para torná-la simples e especial pra cada um de nós. Um bj no seu coração.

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