Eu me senti como um rei
Me larguei, dormi, nas margens de mim
Me perdi por querer, eu não fiz, não fui
Me desaprendi
Eu quis prestar atenção
Tudo o que é menor, mais lento e baldio
Deixo o rio passar tão voraz, veloz
Me deixo ficar
Quando o sol acena bate em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser
Me recolhi, fiquei só
Até florescer
Desapego e raiz, improviso e razão
Canto pra colher, agora e aqui
De qualquer maneira parte em mim
Diz valer a pena ser assim
Que no fundo é simples ser feliz
Difícil é ser tão simples
Difícil é ser tão simples
Difícil mesmo é ser
Teatro Mágico
Thais, penso sobre isso sempre. O que nos impede de ter essa vida simples? E mais ainda: O que é simplicidade? Até ja pensei que simplicidade é pensar menos e tentar entender menos o que nos cerca. É viver mais. De todos os heterônimos de Fernando Pessoa (que adoro), o mais sábio para mim é o mais simples: Alberto Caeiro. Bucólico,sereno, autêntico. Talvez, a grande sacada da vida seja exatamente essa: descobrir o segredo para torná-la simples e especial pra cada um de nós. Um bj no seu coração.
ResponderExcluir