Poucas vezes um livro me tocou tanto como esse. Pulmão de aço foi um dos primeiros aparelhos
que permitiam que uma pessoa respirasse, mesmo após ter perdido o controle
muscular ou diafragmático. Foi criado na década de 20 por Philip Drinker nos
Estados Unidos. A máquina, quando ligada, exerce uma pressão no tórax, forçando
a entrada de ar. Esse aparelho foi o precursor das UTIs e permitiu o tratamento
de muitas pessoas. Eliana Zagui foi uma delas.
Eliana foi acometida por poliomielite quando era bem pequena e, quando
conseguiu chegar ao Hospital das clínicas, a paralisia já havia acometido
praticamente todo o seu corpo, restando apenas o movimento da cabeça. Respirou
com a ajuda de aparelhos e a expectativa de vida dela era muito baixa.
O livro narra sua história e a de muitas crianças comprometidas pela pólio,
internadas no Hospital das Clínicas. Eliana passou toda a sua infância e
adolescência no hospital. Foi alfabetizada, aprendeu a movimentar objetos e a
usar o computador com o auxílio de uma espátula movida por sua boca. Aprendeu a
pintar lindos quadros.
O livro é tão rico de ensinamentos que sinto dificuldade para abordar
toda a emoção que senti ao lê-lo. Perdi a conta de quantas vezes o fechei e
chorei profundamente. Não só porque fui tocada com sua história mas também por
ficar extremamente comovida com sua grandeza de alma, com sua perseverança e
principalmente com seu amor a vida.
Minha vontade é contar aqui todas as passagens do livro que mais me
emocionaram, mas não seria correto com as pessoas que ainda não tiveram a
oportunidade de ler. Até mesmo porque espero, com esse post que mais pessoas
leiam esse livro e ganhem o mesmo presente que eu: a valorização da vida, da
simplicidade do movimento, do afeto nas relações.
Apesar de tudo esse não é um livro triste. É um livro de superação, fé
e coragem de uma criança que se tornou uma mulher incrivelmente forte e capaz
de vencer as adversidades. O que me tocou infinitamente nesse livro é perceber
quantas pessoas de bem existem. Pessoas interessadas no outro, no auxílio
despretensioso, na bondade. Ainda que as visitas da família de Eliana tenham
ficado escassas, pude observar quantos amigos e amigas ela adquiriu durante
toda essa vida num leito de hospital. Amigos que a levaram para ver o mar, para
participar de um baile de formatura, de uma festa de natal em família. Por
amizade. Por amor.
Quero expressar aqui minha mais profunda gratidão pela autora desse
livro e por, de alguma forma esse livro ter chegado em minhas mãos. O quanto
aprendi com essas linhas, o quanto reforçou minha postura de valorizar aquilo
que temos de mais simples na vida que é o movimento. O quanto reforçou minha crença
de que há uma razão oculta em todas as coisas e que algo maior rege todo esse
universo que carregamos dentro de nós.
Esse livro me falou de amor em sua forma mais pura. O amor pela vida,
pela esperança, pela fé no ser humano e naquilo que podemos realizar, dentro do
nosso coração. Vou finalizar com a frase que mais me tocou durante toda essa
leitura: “Se fisicamente não posso andar, em minha mente sou capaz de voar sem
limites.”


Que lindo Mariza, me emocionei só de ler seu post, imagina quando eu ler o livro... Já está incluído na minha lista, rssss..... Beijos!
ResponderExcluirRealmente, esse livro por relatar uma história real nos faz refletir que a vida é uma eterna aprednizagem e que o que vale verdadeiramente é o amor que vivenciamos ao longo dela. O livro merece toda a nossa atenção e, mais que isso, as pessoas merecem o nosso olhar humano, individualizado, que nos faz relembrar o que é ser humano. Amei a leitura. Beijos Amanda
ResponderExcluirEu estou louca pra ler! Que delícia ler as suas impressões e observações! Bjs
ResponderExcluirIncrível post...inacreditável historia. Me faz lembrar do filme "O escafandro e a borboleta." Parabéns pela sensibilidade de sempre na escolha das palavras e das imagens para o Post.
ResponderExcluirbeijinhos. Malú.
Thais, posso te emprestar, faço questão até. O livro é maravilhoso mesmo, tenho certeza que vc vai amá-lo..Um grande beijo pra vc.
ResponderExcluir