terça-feira, 15 de maio de 2012

A Casa Vazia


Com certa frequência Rosamund Pilcher é minha leitura preferida de férias. Sou apaixonada por seu estilo e sua sensibilidade. A casa vazia é uma história sobre Virgínia Keyle, mãe de dois filhos: Cara e Nicholas, que são criados pela babá, Nanny. Virginia acaba de ficar viúva e viaja até a Cornualha para se restabelecer da perda.
De paisagem bucólica, a Cornualha proporciona a Virgínia o reencontro com um grande amor do passado, Eustace, fazendeiro da região, e grande amigo que a inspira a lutar pelos filhos e ter a vida que sempre sonhou.
Cornualha
Virginia casou-se muito jovem e vivenciou um relacionamento solitário e infeliz, mas dedicou-se como esposa e como mãe até que um acidente automobilístico, no qual ficou viúva, fez com que repensasse toda sua vida e enxergasse uma segunda chance para amar de novo e ser feliz.
É uma leitura de férias, amena e delicada. Rosamund tem como característica deter-se mais nos perfis psicológicos e nas paisagens do que na própria história. Conseguimos captar todos os detalhes, visualizar os personagens e até seus trejeitos. O livro aborda a dificuldade da personagem em se posicionar perante a vida e as decisões. A luta interior e a insegurança em lançar-se em algo novo e desconhecido, como criar os filhos, mudar-se de casa, assumir um novo relacionamento, conquistar um emprego. Aborda o medo que, na verdade, todos temos, em maior ou menor grau em assumir desafios. Mas traz uma mensagem muito positiva e real, sobre os recursos que temos para vencer nossas limitações. Os recursos que estão, sempre, dentro de nós mesmos.

Recomendo....

A Casa Vazia....Rosamund Pilcher.






2 comentários:

  1. Puxa, eu tb adoro Rosamund Pilcher...no momento leio "O Regresso", e uma parte da história se passa na Cornualha, tb....

    ResponderExcluir
  2. Amo os livros da Rosamunde. Mas pra mim o melhor é Os Catadores de Conchas. Simplesmente me emocionou, não conseguia parar de chorar quando terminei de ler a história de Penelope e é impossível não se apaixonar pela Cornualha citada com tanto carinho por Rosamunde.

    ResponderExcluir